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DAMHA GOLF

SÃO CARLOS - SP

Projeto: 2005

Construção: 2006

O projeto teve como referência antigas tulhas de café antigas, a arquitetura de Lúcio Costa (principalmente uma casa que Lúcio fez para o poeta amazonense Thiago de Melo) e algumas vilas de Palládio principalmente quanto à volumetria (Villa Barbaro ora Volpi, Villa Emo). A ideia era de um edifício que tivesse sua maior dimensão (face norte) se abrindo para o campo de golfe. Nesse sentido foi pensado um grande espaço central (um quadrado de 14.40m de lado e pé-direito de 12.60m) como local de estar. Duas circulações laterais, uma de cada lado da área central contendo de um lado os vestiários masculino e feminino e do outro restaurante, apoio e serviços. Na frente para o campo e parte das laterais uma grande varanda (com 4.5m de profundidade) abraça o edifício. O uso de madeira como estrutura. Na maioria foram reutilizadas madeiras de construções antigas, principalmente de tulhas de café que estavam sendo demolidas. O projeto foi idealizado a partir de algumas premissas, tais como o canteiro como local de aprendizado, como uma escola de carpintaria, de modo que os carpinteiros pudessem apreender as técnicas e difundi-las através de outros trabalhos. Um dos partidos adotados foi retomada de técnicas em desuso como as assamblagens, os encaixes da arquitetura japonesa, os muxarabís da arquitetura colonial e os forros de madeira tipo colmeia para permitir boa ventilação e iluminação dos corredores (ideia retirada dos mercados árabes). O projeto busca a otimização dos desempenhos térmico, luminoso e energético da edificação, tais como: volumetria do edifício, orientação das fachadas, posicionamento e sombreamento das janelas, sistemas construtivos de paredes e coberturas, cores das superfícies expostas ao sol, etc. Foi-se utilizado o uso de detalhes arquitetônicos como brises (tipo muxarabís) e elementos de vedação e forros (tipo colmeia), permitindo a ventilação cruzada. Essas diretrizes permitiram a não utilização de ar condicionado, tão comum neste tipo de construção. Para a estrutura uma parte de madeira utilizada é proveniente de tulhas de café antigas, algumas com mais de 100 anos. Nessa madeira procurou-se manter todas as suas condições. O tijolo utilizado nas alvenarias é proveniente das mesmas tulhas.

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